Das mudanças e seus DIY’s

Para variar um pouco os temas por aqui, falar um pouco sobre decoração, mudanças e DYI’s!

Quem me conhece e conseguiu fazer parte de alguma parte da minha história, sabe que mudança é quase meu sobrenome, seja de cabelo, de cidade, de casa! Fui criada numa família meio nômade, que me fez andar por algumas regiões do Rio Grande do Sul e cidades com nomes estranhos para muitos, como Tupanciretã, Selbach e assim por diante. Depois, acharam pouco e me levaram ao extremo, rumamos ao Rio Grande do Norte e toda a dicotomia que há entre as palavras Sul e Norte. Lá, no RN, o fato de ter morado em duas cidades, não diminuiu a qantidade de casas e apartamentos que morei, ou seja, sete lares em 13 anos. E, por fim, estou em São Paulo (opção minha e apoiada pela família) e já moro no segundo apartamento, que deve ser meu lugar por um bom tempo.

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Mas porque esse resumo? Bem, com tantas mudanças, sempre mobiliávamos casas e apartamentos, mas nunca ficávamos muito tempo nelas, a profissão do meu pai e os momentos que moramos de aluguel nos impunham isso; o que me permitiu viver em decorações variadas, elaboradas e, algumas vezes, simples e improvisadas (como meu primeiro apartamento sozinha com minha irmã). Contudo, nunca deixava de pesquisar referências e o que gostaria de ter na minha casa, tanto coisas vindas do meu passado, quanto novidades. E, uma coisa recorrente eram os DIYs, vulgos “faça você mesmo”.

Logo que mudei para o último apartamento que morei em Natal, eu e minha irmã começamos a organizar uma verdadeira decoração, digna de duas jovens modernas, mas com estilos bem opostos. Um missão bem difícil. Mudar todos os móveis era impossível, um apanhado do que “herdamos” da casa dos nossos pais, mas repaginá-los era uma opção barata e que os tornariam únicos. E, assim o fizemos com nossas camas, cadeiras da sala, escrivaninha e assim por diante. Hoje, o apartamento da minha irmã tem algumas dessas peças herdadas, mas com ares mais clean e cores que ela gosta.

mudancaEntretanto, logo que vim para SP, o apartamento do meu então noivo, eram verdadeiros cômodos com os móveis novos jogados lá dentro, tirando o único porta-retratos com a foto do nosso noivado. Em uma semana ele já tinha cara de casa. Contudo, era um apartamento provisório, que só aumentou as minhas expectativas de decorar a nossa casa. O que trazia outro dilema: conciliar meu estilo mais moderno, fashion, cheio de cores, livros, quadros e detalhes, que fui comprando ao longo dos anos, com o mais tradicional e clean dele. A verdadeira anedota de estilos entre uma jornalista e um militar.

Missão dada é missão cumprida. Meses de pesquisas, idas às lojas de decoração, feiras e afins, fomos chegando ao consenso do que seria a nossa cara. Aos poucos, a casa nova está ganhando nossa cara, com paredes coloridas, misturadas ao enorme espaço, móveis tradicionais aos mais modernos. Falta muita coisa, mas está mais perto do que longe! Até porque são coisas que gastam e, mais ainda, despendem tempo para pesquisas (viva o Pinterest, Tumblrs e blogs de decoração que nos endoidam nas ideias!).

Enfim, isso tudo para dizer que, entre as minhas inspirações, sempre teve muito espaço para sustentabilidade e reaproveitamento. E, quando ainda estávamos no velho apartamento, pequeno e apertado, ganhamos um carretel, daqueles de fios. Nem grande o suficiente para ser uma mesa de jantar, nem pequeno, para ser um banco. Ficou lá parado por meses, intacto e in natura. Na casa nova ele ganhou a função de barzinho, sem cor, coberto por um tecido, até acharmos a cor ideal para ele. E, como num insight, achei o tom perfeito de azul, que casaria perfeitamente com a parede amarela, o sofá cinza e uniria os tons da sala de jantar com a de TV: Azul Klein!

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O processo foi simples, usou pouca coisa e eu mesma fiz. Vamos ao processo!

Materiais:

* Carretel de madeira

* Lixa fina para madeira

* Rolinhos e pincéis

* Massa corrida

* 1 pote de tinta de artesanato, de 200ml

* Plástico preto grande

* Bandeja de tinta

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Passo a passo:

1. Abri espaço na sala, coloquei o saco plástico no chão e o carretel em cima! Não queríamos um piso azul;

2. Limpei e lixei o carretel;

3. Corrigi as piores imperfeições com massa corrida e deixei secar. Optei por tapar só o maiores defeitos, para não perder o ar rústico, já que a cor era bem moderna;

4. Dei a primeira mão de tinta e deixei secar por uma hora;

5. Finalizei com a segunda mão de tinta e deixei secar por mais duas horas; e,

6. Por fim, retoquei eventuais falhas e depois de secas coloquei o móvel no seu devido lugar e o decorei.

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Fácim, hein?! E o melhor que não gastei nem R$ 20, já que a tinta usei só a metade, a massa corrida foi bem pouquinha e a lixa é quase de graça. Uma reforma simples, mas que fez toda a diferença e trouxe ainda mais personalidade à nossa sala.

Sempre que tiver mais DIY trago para vocês! Gostam dos posts de decoração?

Beijinhos,

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Um comentário sobre “Das mudanças e seus DIY’s

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